quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

ONU Declara 2017 Ano Internacional do Turismo Sustentável



Objetivando reconhecer a importância do turismo internacional a  Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou ao final do ano passado a adoção de 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, para promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo, levando a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio das diversas civilizações”. A Organização Mundial do Turismo, OMT, liderará a iniciativa no Sistema ONU.
A resolução reconhece “a importância do turismo internacional e, em particular, a designação de um ano internacional de turismo sustentável para o desenvolvimento, para promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo, levando a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio das diversas civilizações”.
A data também busca promover uma “melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo assim para o fortalecimento da paz no mundo”.
“A declaração pela ONU de 2017 como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento é uma oportunidade única para fazer avançar a contribuição do setor do turismo para os três pilares da sustentabilidade – econômica, social e ambiental – aumentando a consciência sobre um setor que é frequentemente subestimado”, disse o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), Taleb Rifai.
A OMT é a agência das Nações Unidas que lidera a iniciativa. “Temos grande expectativa de prosseguir com a organização e implementação do Ano Internacional, em colaboração com governos, organizações relevantes do Sistema das Nações Unidas, outras organizações internacionais e regionais e todas as outras partes interessadas relevantes”, acrescentou Rifai.
A decisão segue o reconhecimento dos líderes globais na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) de que “um turismo bem concebido e bem gerido” pode contribuir para as três dimensões do desenvolvimento sustentável, para a criação de empregos e para o comércio.
A decisão de adotar 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento ocorreu em um momento particularmente importante, quando a comunidade internacional adotou a nova Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 2015. O turismo aparece como meta em três dos novos objetivos globais da ONU: no 8, 12 e 14.
Fonte - ONU - http://sdt.unwto.org/

https://www.youtube.com/watch?v=fqkbdEVXzWE&feature=youtu.be

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Carnaval sem Cordas em Salvador



O Governo do Estado e a Prefeitura da cidade anunciaram recentemente as primeiras informações oficiais. Segundo ACM Neto, prefeito, serão mais de 200 apresentações sem cordas por toda a cidade e a organização está feliz por ser uma operação reconhecida e levada como referência para vários estados e países.
Em 2016, a folia carnavalesca dos bairros já fez muito sucesso com os 10 pontos de animação escolhidos, e para 2017 a expectativa é que este número seja ainda maior. O Carnaval dos Bairros é considerado uma conquista e, independente da organização ou do prefeito, a tendência é sempre ampliar.
Neste ano, a estimativa de foliões por dia foi de aproximadamente 150 mil pessoas e o no total mais de 1 milhão brincou o Carnaval. O valor alto simbolizou um aumento de 10% comparado ao ano anterior.
A escolha das atrações do Carnaval de Salvador sempre são consideradas positivas e agradam as pessoas. Os shows dos circuitos tradicionais foram elogiados por Pedro Costa, presidente do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar).
o pré-Carnaval as mudanças adotadas em 2016 devem permanecer em 2017. Além do Furdunço, a comemoração contará mais uma vez com outra festa, porém ainda não se sabe se será o Fuzuê. O aumento dos dias, que passaram a ser sábado e domingo, foi uma decisão importante segundo Isaac Edington, presidente da Saltur.
A abertura oficial da comemoração continuará na quarta-feira, assim como aconteceu no último Carnaval. O prefeito analisa a mudança como uma decisão acertada, porém Maurício Barbosa, secretário da Segurança Pública, aparentemente demonstra uma certa preocupação.
A folia realizada pelos trios deve aumentar, para alegria dos foliões. O aumento está sendo analisado pela Bahiatursa, referente ao pipoca. A estratégia é aumentar o público no circuito e fortalecer as pessoas no local. Os dias e horários considerados mais fracos devem receber mais trios e atrações para atrair as pessoas. No último Carnaval o total de atrações sem cordas desfilando nos circuitos foi de aproximadamente 260.

domingo, 30 de outubro de 2016

Governo aprova isenção de vistos a 4 países








A proposta de isenção unilateral de vistos para quatro países foi autorizada pelo Palácio do Planalto. Visitantes dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, que oferecem "baixo risco migratório", segundo avaliação do governo, e têm padrão elevado de gastos em viagens ao Brasil, terão, em breve, a exigência de vistos eliminada por um período de dois anos.

Para que a medida passe a valer, será preciso mudar o Estatuto do Estrangeiro, lei sancionada em 1980 que exige reciprocidade na política de concessão de vistos.

Para quem trabalha com o Turismo, a mudança propiciará um avanço ainda neste ano, podendo já aumentar o fluxo de visitantes na alta temporada. "Os resultados aparecem no curto prazo. Nas férias de fim de ano a gente já sentiria efeitos positivos", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

Por outro lado, opositores da medida afirmam que ela não ajudará muito o Brasil a evoluir em negociações bilaterais e encerrar obrigatoriedade de vistos para seus cidadãos em países como Estados Unidos e Canadá. Além disso, outros grandes países emergentes – como China, Rússia e Índia – não abrem mão da política de reciprocidade.

CHINA FORA
Apesar de o Ministério do Turismo tentar incluir a China na nova regra, o país acabou sendo excluído. Embora tenham um forte potencial de aumentar a receita do Turismo no Brasil, os chineses foram barrados em virtude da dificuldade no controle migratório para um país com mais de um bilhão de habitantes.


*Com informações de: Valor Econômico

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O maior aquário marinho da America do Sul - AquaRio



A cidade do Rio de Janeiro, com uma vocação natural para o turismo ligado ao mar, há muito merece um Aquário Marinho de visitação pública de nível internacional. O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, ou AquaRio, é um equipamento de visitação pública, 100% privado, moderno e multifuncional de educação, pesquisa, conservação, lazer, entretenimento e cultura que cria a oportunidade da Cidade do Rio de Janeiro oferecer a visitação de um espaço único com atrações e tecnologias inovadoras pouco vistas no Brasil.

Com 26 mil m2 de área construída e 4,5 milhões de litros de água, o AquaRio é o Maior Aquário Marinho da América do Sul e terá até 8 mil animais de 350 espécies diferentes em exposição. Diversas atrações inéditas, recintos e tanques grandiosos e toda a infraestrutura necessária proporcionarão um entretenimento educativo e prazeroso ao público.

Uma das maiores atrações do AquaRio é o tanque principal, o Recinto Oceânico e de Mergulho. Com 3,5 milhões de litros de água, sete metros de pé-direito e um túnel passando por seu interior, a combinação da impressionante massa d’água com a grande quantidade de peixes proporcionará uma experiência incrível e usualmente pouco acessível à grande maioria: a oportunidade de participar de um mergulho real com peixes, raias e tubarões. Além disso, há mais 24 tanques secundários e áreas específicas (três tanques de toque) onde o público, especialmente as crianças, poderá interagir com alguns dos animais expostos.

O AquaRio tem um grande componente tecnológico: o Aquário Marinho Virtual. São instalações que permitem total interatividade para que o visitante tenha acesso a conceitos e informações sobre as espécies que não podem ter contato direto com o público, por motivos de segurança, saúde pública ou mesmo para evitar estresse aos animais.

O AquaRio tem também um forte componente museológico: o Museu de Ciências. Exposições permanentes e temporárias sobre os mais variados temas relacionados ao ambiente marinho e aquático estarão disponíveis para agregar mais conhecimento ao visitante e para garantir a preservação de acervos e coleções científicas.

Por meio de suas instalações e equipamentos, o AquaRio dará suporte a um Centro de Educação Ambiental, que promoverá programas, eventos, festivais e cursos relacionados às questões ambientais, e a um Centro de Pesquisa Científica, que, a partir do manejo e manutenção dos animais em cativeiro, realizará pesquisas científicas nas diversas áreas da biologia e da veterinária em contato direto com Universidades e Centros de Pesquisa.

Direção e Responsabilidade Técnica do AquaRio - Marcelo Szpilman

Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004). Co-fundador e diretor-executivo do Instituto Ecológico Aqualung por 22 anos, indicado à personalidade 2015 na categoria Sociedade/Sustentabilidade do Prêmio Faz Diferença do Globo, atualmente, é diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, diretor do Projeto Tubarões no Brasil, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e colunista do site Green Nation.
http://www.aquariomarinhodorio.com.br/




Avaliação e Treinamentos
                              
Avaliar o desempenho faz toda diferença, pois todo colaborador, precisa receber retroação a respeito de seu desempenho. As principais razões pelas quais os hotéis precisam conhecer algo a respeito de seu desempenho de seus colaboradores são para posteriormente fundamentar mudanças, promoções, transferências, etc... Analisar também, como o colaborador está realizando sua função, necessidades de mudanças, e desempenho. Assim a avaliação deve proporcionar benefícios para a organização e para as pessoas, tendo que atender as seguintes linhas: A avaliação deve cobrir não somente o desempenho dentro do cargo ocupado, como também o alcance de metas e objetivos, deve enfatizar o indivíduo no cargo e não a impressão a respeito dos hábitos pessoais observados no trabalho, a avaliação deve ser aceitas por ambas as partes: avaliador a avaliado.
      Através das falhas identificadas será apresentado como instrumento de melhorias e intervenção o treinamento, este quase sempre tem sido entendido como o processo pelo qual o colaborador é preparado para desempenhar de maneira excelente as tarefas especificadas do cargo que deve ocupar, sendo assim o treinamento é um meio de desenvolver competências para que os colaboradores se tornem mais produtivos, criativos e inovadores, a fim de contribuir melhor para os objetivos hoteleiros, nestes termos o treinamento é uma maneira de agregar valor, alterar o comportamento dos colaboradores na direção do alcance dos objetivos, conquistados em curto prazo, aplicado de maneira sistemática e organizada. O processo se inicia pelo diagnóstico apresentado de necessidades a serem satisfeitas, a implementação das necessidades, aplicação e condução do programa de treinamento; a maior parte do programa de treinamento está centrada em transmitir informações ao colaborador sobre o hotel e suas políticas e diretrizes, regras e procedimentos, missão e visão organizacional, seus produtos/serviços, seus hóspedes, assim a informação guia o comportamento dos colaboradores e os torna mais eficazes. Tomando um foco onde visará o desenvolvimento de novos hábitos e atitudes para lidar com hóspedes, com a própria função e com o próprio hotel. Observando que o treinamento não deve ser confundido com uma simples questão de realizar cursos e proporcionar informação, pelo contrário vai além; deve atingir o nível de desempenho almejado pelo HÓSPEDE.
Para poder alcançar esses objetivos, deve utilizar métodos de levantamento de necessidades, focalizadas para estabelecer a estratégia de treinamento.

Por Paula Cambotta

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Palácio Tangará - Hospitalidade com História, Luxo e Sofisticação



Brasil entra no circuito de marcas globais de luxo com projetos que custam até R$ 1 bilhão.
Palácio Tangará, primeiro 6 estrelas de São Paulo com inauguração prevista para o segundo semestre de 2017 e primeiro empreendimento Oetker Collection na América Latina.Com uma localização privilegiada na cidade de São Paulo, capital econômica do Brasil, o Palácio Tangará abrirá suas portas no segundo trimestre de 2017. Construído no famoso Parque Burle Marx, cujos jardins foram projetados pelo mundialmente reconhecido paisagista Roberto Burle Marx, o hotel contará com 141 apartamentos espaçosos, dos quais 59 suítes, todos com vista para o parque. O hotel, que ocupará o antigo casarão do Parque Burle Marx, no Panamby, tem projeto de interiores assinado por Patricia Anastassiadis e Willian Simonato.  Com o restaurante, sob comandado do estrelado chef francês Jean-Georges Vongerichten, contará com um terraço e mobiliário original desenhado por Patrícia. O Spa, em parceria com a Sisley, terá um jardim privativo.
     É a hora certa para investir, mas não para inaugurar — avalia Michael Schnürle,
     diretor da consultoria Horwath HTL no Brasil.
Luxo, discrição, personalização com muito dinheiro envolvido. Os projetos dessa faixa de mercado dificilmente anunciam o aporte total. É que por trás das operadoras hoteleiras estão grandes investidores, fundos soberanos ou de private equity.

    — Nessa categoria de alto luxo, hotéis feitos do zero custam de R$ 700 mil a
    R$ 900 mil por apartamento, sem contar o valor do terreno que, tipicamente,
    representa perto de 15% do total do investimento — diz Schnürle.



"Hotéis Obra de Arte", assim a europeia Oetker Colletion descreve seu portfólio.
O Palacio Tangará terá 141 quartos sendo 59 suítes debruçados no Parque Burle Marx. Irá atender o desejo da clientela sofisticada que conta com a personalização, em lugares com alma, onde o toque de sofisticação e a atenção a cada detalhe contam mais que a alta tecnologia — conta Frank Marrenbach, CEO da Oetker Collection.
Confira um pouco da história do Palácio Tangarás:
http://carlosfatorelli27013.blogspot.com.br/2012/01/o-espolio-de-pignatari-chacara-tangara.html

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Apoteose Redentora da Criatividade e Alma Humana por Andrea Nakane




Uma noite festiva, repleta de simplicidade e reflexões vitais para a vida humana, envolta na alegria e gingado do povo brasileiro, enaltecendo a prática esportiva como elo propagador de uma cultura de paz.
Em poucas palavras, assim podemos resumir o que foi a solenidade de abertura da XXXI edição dos jogos olímpicos, no emblemático Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, que demonstrou para uma audiência global, estimada de mais de três bilhões de pessoas, que apesar de todos os pesares, oriundos de uma situação política e econômica caótica, a potencialidade de saber encantar e celebrar a vida e suas vicissitudes é algo genético e por que não dizer, divino, que também compõem o DNA brasileiro.
A suntuosidade de fantasias e cenários requintados cedeu lugar ao otimizado uso tecnológico, com destaque para a projeção mapeada, desenhando mosaicos deslumbrantes, em doses equilibradas de apoio a descontração, musicalidade e ritmo contagiante, tão tupiniquins, que ganharam cores, muito além do verde e amarelo, declarando, assim toda a sinergia com a diversidade, tão presente na constituição da sociedade brasileira e um dos pilares temáticos de toda a cerimônia.
O simbolismo da gambiarra, explicado pelo comitê diretivo artístico do projeto, associou-se perfeitamente a tônica da sustentabilidade, em um realinhamento, que a maioria dos eventos da atualidade está vivendo, no qual a humanização ressurge em sua plenitude, avançando pela aridez do egocentrismo, buscando maior participação e conscientização de que todos nós somos responsáveis pela continuidade da própria humanidade.
A introdução de uma vertente social reflexiva em um momento de pura magia e ludicidade confirmou que uma cultura do entretenimento que seja calcada nesses atributos tende a provocar, também, comportamentos sociais cunhados em uma maior postura positiva e abertura mental para possíveis rupturas de paradigmas e convenções impostas ou ultrapassadas. E se conseguirmos isso... já somos vitoriosos, sem ao menos termos disputado nenhuma competição de medalhas.
Alguns podem até chamar esse momento de alerta social como um clichê vazio, já que tentamos “puxar a orelha” do mundo... mas nós mesmos, não fizemos a lição de casa e temos a Baía de Guanabara como prova irrefutável de nossa incompetência nesse comprometimento. Mas a mensagem era para todos, inclusive para nós mesmos!
Os recursos escassos, nitidamente percebidos, no roteiro da cerimônia, acabaram sendo elementos colaborativos para reforçar essa mensagem vinculada à união dos povos,para juntos enfrentar os desafios contemporâneos que atingem a todos, sem exceção e que demandam realinhamentos, proporcionando uma nova ordem evolutiva.
A inclusão do cenário natural da cidade, como parte do espetáculo, sendo sobrevoado por uma réplica computadorizada do 14 Bis, foi algo formidável, que certamente será muito difícil de ser esquecido, pois a riqueza imagética das belezas do Rio de Janeiro tira realmente o fôlego e impressiona pela sua magnitude fenomenal.
A proatividade e beleza da iniciativa das sementes plantadas em tubetes por todos os atletas, que formarão uma floresta futura, além da presença, sempre cativante e tocante, das crianças, junto à entrada das delegações, como representantes da esperança no amanhã, foram também pontos altos do espetáculo.
O público presente no Maracanã também pode ser considerado uma atração à parte da cerimônia, já que interagiram com muito entusiasmo e chegaram a fazer um show a parte cantando à capela à música de Jorge Ben Jor, que colocou todos para dançar, transformando o templo sagrado do futebol, em uma grande balada internacional, colorida e democrática, cada um em sua cadência, no compasso do ritmo brasileiro.
É lógico que não existiu perfeição, quem é da área de eventos sabe que isso não é real, porém há evidências de pontos que teriam dito uma necessidade maior de pesquisa e discussões, entre os quais: uma maior representatividade de imigrantes que ajudaram a construir a nação – restringiram-se aos colonizadores, africanos, árabes e orientais - mudanças bruscas na evolução do roteiro - poderiam ter sido mais suaves e fluídas - a formatação de uma linha de receptivo aos atletas mais impactante e animada - pois a que tivemos deixou muito a desejar em termos de figurinos e empolgação – a bicicleta e sua referência de vida saudável como meio indicador das delegações foi algo bacana, mas os adereços exagerados e toscos montados sobre as mesmas, surtiu um efeito de impacto visual duvidoso e no momento da apresentação da riqueza das festas populares, os quadrantes destinados aos bate-bolas e maracatu foram irrisórios frente à grandeza e pluralidade existente no Brasil, faltaram a brasilidade das festas juninas, do frevo, do sertanejo, do fandango, do forró, do carimbo... são tantas que não foram lembradas.
A inovação da duplicidade da pira olímpica assinou embaixo do requisito de inclusão, já que pela primeira vez na história dos jogos, há duas estruturas que receberam a chama olímpica, sendo uma aberta em espaço público, democratizando sua contemplação e espalhando o espírito de celebração para todos, sem distinção.
Ter o hino nacional interpretado com a elegância distinta de Paulinho da Viola, prócer do samba, logo no início da abertura, foi a sinalização de que teríamos momentos de incomparável leveza artística, culturalmente lapidados pela trajetória de uma nação, que de tão jovem, ainda tem passos pouco firmes, cambaleantes, mas que apresenta um vigor, uma resiliência, uma inebriante alegria, que contagia e inspira. E que independente de todas as dificuldades não se intimida, parte para cima, sem medo de ser feliz e de fazer feliz quem carrega no peito, a chama do orgulho de ser brasileiro, que transforma tão pouco em muito, pois tem como orientação natural simplesmente celebrar a dádiva de viver.
Nossos corações pulsaram mais freneticamente nessa noite, lágrimas transpareceram a emoção despertada e o mundo, pelo menos em 03 horas, percebeu que nossa maior riqueza é o próprio povo brasileiro, que o Cristo Redentor não é o único de braços abertos e que para fazer uma apoteose é preciso ser somente... humano, em sua essência cativante, repleta de magnanimidade e dignidade.
E vamos em frente, pois o evento acabou de começar e a RIO 2016 já está escrevendo o seu capítulo na história dos Jogos Olímpicos da modernidade.