sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Romanée-Conti – a garrafa de 2 milhões de reais!


                           
                                                                                                      Crédito foto: Sotheby's


Duas garrafas do rótulo mais famoso, mais desejado, mais procurado e nem sempre encontrado da Bourgogne, Romanée-Conti do Domaine de la Romanée-Conti, tornaram-se os vinhos mais caros já vendidos em leilão.

As duas garrafas da safra de 1945 foram vendidas pela Sotheby's em Nova York na semana passada, uma por US$ 496.000 (R$ 1.833.067,20) e a outra por US$ 558.000(R$ 2.062.200,60).
Em um restaurante, uma garrafa de vinho normalmente serve 5 (cinco) boas taças, com 150ml, o que daria a bagatela de R$ 412.440,00 por taça!!

Os vinhos estavam sendo oferecidos como parte da coleção da adega de Robert Drouhin. A consignação de antigos e raros DRC foi 100% vendida e realizou um total de US$ 7,3 milhões - cinco vezes sua mais alta estimativa pré-venda.

Enquanto isso, na mesma venda, uma garrafa de whisky The Macallan 1926 com um rótulo com Sir Peter Blake, alcançou igualmente o assombroso valor de US$ 843.200.

Embora isso não tenha quebrado o recorde estabelecido pela Bonham’s para o mesmo whisky várias vezes este ano, ainda é a garrafa mais cara de qualquer formato que a Sotheby’s já vendeu.

Jamie Ritchie, diretor mundial da Sotheby’s Wine, comentou: “Hoje marca um momento extraordinário não apenas na história da Sotheby's, mas também no mercado de leilões de vinhos e destilados em todo o mundo. O novo recorde mundial estabelecido na venda de hoje é mais uma prova de que a demanda por vinhos e destilados de qualidade excepcional está em alta, e que os colecionadores globais estão dispostos a se esforçar para adquirir as garrafas mais raras de qualquer tipo. O recorde mundial em leilão de uma única garrafa de vinho de qualquer tamanho, estabelecido pela Sotheby's em Nova York em 2007, permaneceu por mais de 10 anos, e foi um privilégio agregar o nosso sucesso anterior duas vezes em uma única venda. Foi uma honra trabalhar ao lado do The Macallan, assim como da família Drouhin, e estamos ansiosos para dar continuidade a esse momento enquanto nos dirigimos para os leilões de novembro e dezembro.”


domingo, 14 de outubro de 2018

Bem-estar cresce duas vezes mais rápido que o Turismo geral



Uma pesquisa divulgada pelo Global Wellness Institute constatou que a chamada indústria do bem-estar cresceu 12,8% no mundo entre 2015 e 2017, praticamente o dobro do crescimento registrado pela economia mundial como um todo. No último ano, o mercado movimentou US$ 4,2 trilhões, sendo que US$ 639 bilhões foram relacionados ao Turismo.
Toda essa verba está associada às 830 milhões de viagens realizadas em 2017 dentro do segmento bem-estar e já representa 17% do total movimentado pelo Turismo no planeta. Enquanto o setor como um todo cresceu 3,2% anualmente desde 2015, o segmento destacado subiu 6,5% a cada ano.

De acordo com a pesquisa, as maiores taxas de crescimento foram registradas em países da Ásia e do Pacífico, da América Latina e do Caribe, do Oriente Médio e da África, tanto na parte norte como também na porção subsaariana. Desde 2015, essas regiões tiveram ganhos de 57% em viagens relacionadas ao bem-estar, com China e Índia liderando o ranking.

"Diante de uma expectativa de vida mais longa e do aumento das doenças crônicas, do estresse e da infelicidade, só podemos ver crescimento no bem-estar daqui pra frente. O mercado não só está crescendo, como está se mostrando dinâmico”, disse a pesquisadora sênior da Global Wellness Institute, Ophelia Yeung.

“Acreditamos que os três setores que representam as principais esferas da vida serão os mais fortes no futuro: bem-estar imobiliário, bem-estar no local de trabalho e Turismo de bem-estar. Os mercados de bem-estar se tornarão menos isolados e mais interligados, convergindo para oferecer soluções e experiências onde as pessoas vivem, trabalham ou visitam”, completou.

Segundo as projeções do instituto, entre 2017 e 2022, o Turismo de bem-estar crescerá 7,5% anualmente, movimentando cerca de US$ 920 bilhões daqui cinco anos.


                                                                              * Fonte : Global Wellness Institute

                                              



sábado, 6 de outubro de 2018

Cooperação em Turismo aproxima Brasil e Eslováquia


           

Países firmam acordo para promover intercâmbio de visitantes e ações em parceria para o desenvolvimento do setor.
Um memorando de entendimento assinado nesta quarta-feira (03) em Brasília entre o Ministério do Turismo brasileiro e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Europeus da República Eslovaca define bases para a cooperação dos países em ações voltadas para o desenvolvimento do Turismo nos próximos cinco anos. Sugerido pelo governo eslovaco, o acordo considera a importância do ramo à economia e prevê esforços no sentido de estimular o intercâmbio de viajantes, impulsionando o desenvolvimento sustentável do setor nas duas nações.
O secretário-executivo do MTur, Alberto Alves, que participa das negociações junto à Embaixada da Eslováquia desde fevereiro de 2017, prevê avanços a partir da aproximação bilateral. “Este memorando segue a estratégia do governo brasileiro de ampliar a inclusão do Brasil no cenário internacional, e o nosso objetivo é fazer do turismo um agente de aproximação. Vamos inaugurar uma nova fase na relação com a Eslováquia, proporcionando o aproveitamento de todo o potencial turístico dos países e o crescimento econômico", observou Alves.
O texto prevê a facilitação de formalidades e procedimentos alfandegários, em conformidade com leis, regulamentos e acordos internacionais dos quais os países sejam signatários, com o objetivo de intensificar o fluxo turístico. O documento estabelece, ainda, diretrizes para ampliar a troca de conhecimentos sobre a cultura, o modo de vida e a história de cada povo.
O secretário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lukáš Parízek, manifestou o otimismo quanto ao estreitamento das relações. “O turismo é essencialmente uma forma de desenvolver economias, gerando recursos e conhecimento aos povos. Muitos eslovacos querem conhecer o Brasil, e desejamos que os brasileiros também queiram. Juntos, podemos oferecer informações aos dois lados”, frisou Parízek.
Brasil e Eslováquia também deverão incentivar investimentos públicos e privados no segmento, de forma a permitir a melhoria da infraestrutura voltada à recepção de viajantes, além de cooperar por meio de treinamentos, intercâmbio de especialistas e outras formas de assistência técnica.
Também participaram da assinatura do memorando Milan Cigán, embaixador extraordinário e plenipotenciário da República Eslovaca no Brasil; o secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo do MTur, Bob Santos; o chefe da Assessoria de Relações Internacionais do MTur, Rafael Luisi; a diretora de Marketing e Apoio à Comercialização do MTur, Vanessa Mendonça; e o secretário da Divisão de Operações de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, Jean Paul Coly, entre outras autoridades presentes.
SOBRE A ESLOVÁQUIA - O país da Europa Central faz fronteira com República Checa, Áustria, Polônia, Ucrânia e Hungria. Em 2015, 4,7 milhões de cidadãos eslovacos viajaram pelo mundo, segundo a OMT, que também aponta a escolha da Eslováquia como o destino de 1,7 milhão de viajantes mundiais. As relações diplomáticas com o Brasil tiveram início em 1993, quando da dissolução da Tchecoslováquia. A Embaixada do Brasil em Bratislava, capital eslovaca, foi inaugurada em 2008. Até então, o relacionamento bilateral era promovido pela Embaixada do Brasil em Viena, na Áustria.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O Chapéu na Cozinha, o Toque Blanche por Junior Costa




Há uma história de que o chapéu do chef tem 100 pregas em analogia aos 100 pratos com ovos que um chef é capaz de criar. Será verdade?
Por isto tem muito peso para usar e não somente colocar em sua cabeça e ter titulo de Chef tem que ser Chef.

Toque Blanche ( Touca Branco )
toque blanche é o chapéu que integra a indumentária de um chef de cuisine. Por volta de 1630, o rei da França, Luis XIII, instituiu o uso desse chapéu por seus cozinheiros. Tamanha foi a valorização da arte culinária desde então que os cozinheiros ganharam novo nome: officiel de bouche (oficiais da boca). Como em todos os cargos dos palácios existia uma hierarquia, o mesmo acontecia com os funcionários da cozinha. Assim, o rei Luis XIII determinou que essa hierarquia dos cargos de cozinheiros fosse manifestada pelo tamanho dos chapéus. O chef de cuisine usava um chapéu alto e com muitas pregas e seu ajudante, um bonezinho. Apesar da popularização dos chapéus de cozinheiro ter advindo dos palácios franceses, os monastérios há muito mais tempo já utilizavam esse chapéu. Eram os monges os melhores cozinheiros e os franceses, gostando de suas vestimentas da cozinha, copiaram e difundiram pelo mundo essa tradição.
Como na França, os chapéu dos chefs é chamado de toque blanche (touca branca) e no Brasil não traduziram, ficou conhecido como 'toque', simplesmente.
O chapéu, além de ser alto por uma hierarquia, serve para evitar que  fios de cabelo caiam nas preparações , além de ajudarem na refrigeração da cabeça: o chef tem sempre a cabeça quente de preocupações e responsabilidades e portanto o chapéu funciona como uma chaminé!
Os 'toques', bem altos, são usados apenas pelos grandes chefs e, normalmente, são descartáveis.
Os chapéus baixinhos usados por ajudantes são chamados bibicos.
Um pouco mais de história:
Marie Antoine (Antonin) Carême (Paris, 8 de Junho de 1784 — 12 de Janeiro de 1833), foi um chef de cozinha francês. Tornou-se conhecido pela simplificação e codificação do estilo de culinária chamado haute cuisine, a chama Alta Gastronomia Francesa, que é o centro da Culinária da França. Conhecido como o "chef dos reis e o rei dos chefs", ele é comumente lembrado como o primeiro chef celebridade. O impacto de Carême na gastronomia deu-se tanto no trivial, quanto no teórico.
Credita-se a ele a criação do tradicional chapéu de chef, o Toque Blanche.
Então, já sabem: se se depararem num restaurante com alguém usando um chapéu bem alto, estarão diante do chef que criou os maravilhosos pratos do cardápio.
O chapéu do chefe de cozinha, branco e comprido, é usado por uma questão de hierarquia. Com ele, é possível distinguir o superior de seus ajudantes, que usam o bibico, chapéu com duas pontas. Chamado de "toque blanche" (touca branca, em francês), o chapéu tem uma origem incerta. Acredita-se que ele surgiu por volta do século 16, no Império Bizantino, na Europa Oriental. Conta a lenda que, naquela época, na Grécia, muitas pessoas se refugiavam em monastérios ortodoxos para fugir de invasões bárbaras e, inclusive, se vestiam como os monges, com longos chapéus pretos, para escapar da perseguição. Entre eles estavam os cozinheiros, que mais tarde adotaram o mesmo modelo de vestimenta, na cor cinza. A cor branca veio no século 19, quando o "chef" francês Marie-Antoine Carême (1784-1833) redesenhou os uniformes dos chefes de cozinha e adotou o chapéu comprido como símbolo de hierarquia elevada. É importante ressaltar que a "toque blanche" também é usada pela questão da higiene. Além de manter o cozinheiro protegido, ela impede que seus fios de cabelo caiam no prato em que estiver preparando.

Junior Costa 
Chef Executivo de Cozinha 
Consultor em Gastronomia 


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Orçamento do Fungetur cresce 285% em 2019



O orçamento do Fundo Geral de Turismo dará um salto de mais de 285% em 2019. Passará dos R$ 43,2 milhões destinados para o atual exercício para R$ 166,6 milhões, a maior dotação desde o ano passado, quando o fundo foi reformulado e adotou novas regras para a contratação de financiamentos por empresas do setor de turismo.
Se comparado com a dotação de 2017, de R$ 66,7 milhões, o crescimento apurado é de quase 150%. Até agosto de 2018, foram contratados nos oito agentes financeiros do fundo cerca R$ 38 milhões em projetos de construção, reforma e compra de máquinas e equipamentos para meios de hospedagem, transportadores turísticos, bares e restaurantes, entre outras atividades. A expectativa é de geração/manutenção de 1.107 empregos em função dos 17 contratos assinados até agora.
“A reformulação do Fungetur está atingindo os seus objetivos. Os números recentes mostram que há capilaridade, com o atendimento de municípios de vários estados; e foco, já que maior parte da clientela é composta de micro e pequenas empresas, que mais precisam de apoio”, afirma o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. Segundo ele, a nova administração do Fungetur, a inclusão de novos agentes financeiros – já que anteriormente somente a Caixa Econômica Federal operava com recursos do fundo –, e a crescente demanda por crédito são alguns dos fatores que justificam o aumento da dotação orçamentária do Fungetur.
A principal atividade beneficiada pelo Fungetur, com 7 dos 17 contratos de financiamento assinados, é a de meios de hospedagem. Os recursos liberados para projetos hoteleiros estão principalmente em destinos de grande demanda como Gramado (RS), Araxá (MG), Atibaia (SP) e Balneário Camboriú (SC). Os demais referem-se a projetos de transportadoras turísticas, bares, restaurantes e cervejaria em municípios como Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins e Vitória, referências no turismo do Espírito Santo; além de Belo Horizonte, Aracaju e Porto Alegre, entre outros.
A expectativa do Ministério do Turismo é que até o final deste ano sejam contratados outros R$ 53,7 milhões, valor equivalente a 36 projetos que estão em análise nos bancos. No total, a carteira de projetos deste fundo especial de financiamento conta hoje com 53 propostas, entre contratados e em análise, no valor global de R$ 92 milhões.
CRITÉRIOS – As linhas de crédito do Fungetur operam com taxas de 5% a 6% a.a + INPC e prazos de amortização de 60 a 240 meses, dependendo do tipo de projeto a ser financiado. O valor máximo do empréstimo é de R$ 10 milhões para atendimento a micro, médias e pequenas empresas.
Os agentes financeiros do fundo são: Agência de Fomento do Mato Grosso (Desenvolve MT), Agência de Fomento do Rio Grande do Sul (Badesul), Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Banco do Estado de Sergipe (Banese), Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Caixa Econômica Federal (CEF) e Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP).

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Buscas por viagens pelo Brasil lideram com dólar em alta





No dia 21 de agosto, o dólar norte-americano ultrapassou o valor de R$ 4 e desde então não desceu mais desse patamar.Tal cenário econômico reflete nas escolhas diárias das pessoas que, segundo levantamento do Kayak, já passaram a procurar por mais destinos nacionais e sul-americanos para driblar a escalada do preço do dólar.

O metabuscador revelou que, desde abril, o interesse por viagens pelo Brasil cresceu 31%, com destaque para Fortaleza e Porto Alegre, que tiveram aumentos acima do esperado, principalmente por se tratarem de cidades com bases consolidadas no número de buscas.

“O ranking revela que os brasileiros estão aproveitando a alta do dólar para apostar em destinos nacionais e na América do Sul, que são menos dolarizados e, por isso, estão mais baratos. Ao contrário do que se poderia pensar, não estamos deixando de viajar, mas mudando o perfil de nossas viagens”, comentou o líder de Operações do Kayak no Brasil, Eduardo Fleury.

Lisboa é a única cidade fora da América do Sul a aparecer no levantamento dos 15 destinos mais buscados desde abril, ainda assim, apenas na 15ª posição.

“Com um grande volume de turistas chegando, é possível que a capital portuguesa encareça seus valores nos próximos anos, o que pode levar a uma estabilização da ida de brasileiros para lá”, analisou Fleury.

Confira o ranking dos destinos que mais cresceram desde abril:

Juazeiro do Norte+270%
Bariloche (Argentina)+270%
Porto Alegre+268%
Santiago (Chile)+261%
Fortaleza+258%
Belém+241%
Natal+241%
São Luís+240%
São Paulo+231%
Brasília+230%
Recife+230%
Salvador+230%
João Pessoa+224%
Rio de Janeiro+224%
Lisboa (Portugal)+219%

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Enoturismo é aposta para o desenvolvimento rural sustentável




A Organização Mundial de Turismo (OMT) optou pelo enoturismo para fazer parte do Turismo nacional e políticas de desenvolvimento rural durante a terceira UNWTO Wine Tourism Conference na República da Moldávia, realizada na semana passada. 

Os dois dias de discussão envolveram especialistas de 30 países e abordaram a prioridade da OMT de melhorar os benefícios socioeconômicos do Turismo, levando em conta segmentos específicos, como o enoturismo.


Segundo levantamentos durante o evento, para tornar o enoturismo uma ferramenta para o desenvolvimento rural, as comunidades locais devem se envolver e se beneficiar de toda a cadeia de valor do Turismo. Também foram discutidos modelos de governança que pudessem ajudar os administradores de destinos a oferecer o enoturismo como parte de uma abordagem holística de turismo rural e cultural.

Entre as principais conclusões da conferência estava a convicção de que se este tipo de Turismo for reforçado por parcerias, desenvolvimento de competências, pesquisas orientadas por dados e apoio a pequenas empresas, ele poderá ser uma área de criação de emprego e inovação e trazer novos modelos de colaboração.

“A complexidade do desenvolvimento do Turismo enológico e a diversidade de atores envolvidos requerem modelos inovadores de colaboração. Precisamos derrubar paredes e promover novos nichos”, disse o secretário geral da UNWTO, Zurab Pololikashvili.

O encontro foi palco de pedidos por mais pesquisas para medir e entender as tendências do enoturismo e seus consumidores, além de comparar destinos internacionalmente com os mesmos critérios. A criação de oportunidades de emprego requer também o desenvolvimento de capital humano qualificado em novas tecnologias e sustentabilidades.